Mostrando postagens com marcador crônicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crônicas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Andar pelas ruas pode ser uma experiência bastante interessante. Nos caminhos por que passo consigo criar e imaginar mundos inusitados com personagens simples, cotidianos. Pessoas falam ao celular, mas algumas apenas fingem para impressionar alguém(noossaa...já vi isso demais!). Correm para alcançar o ônibus que já virara a esquina, porém se gritar e for bonita, o motorista para(rsrs). Um velho joga baralho com seus amigos na praça e um deles sempre ganha, acho que é porque descarta mais de uma vez ou guarda sempre uma carta na manga. Cachorros andam em "bando" e namoram sem pudor entre os transeuntes. Trabalhadores abrem suas lojas. Eles têm cara de sono, alguns ainda dormem de olhos abertos, outros apenas bocejam. O sol acaricia o rosto, aquecendo também a alma para lembrar a todos que ainda há vida, muita vida a ser vivida.

Assim se inicia mais um dia... Se alguém se identificar com essas situações não pense que sou vidente nem que está tendo um deja vu. Tais cenas são comuns e podem muito bem serem vistas em um lugar qualquer bem perto de você!

sábado, 30 de outubro de 2010

Sonhos

Sonhar. Muitos poetas dizem que quem não sonha já morreu. E eu concordo em gênero, número e grau! Tem gente que sonha em casar, outros sonham em ter dinheiro, já outros são mais ambiciosos: sonham apenas em ser feliz!

Os sonhos modernos são bastante estranhos. Os meus, por exemplo, apesar de simples eu não os consigo realizar. Eu queria, apenas por um dia, não ser escrava do relógio. Queria mandar muita gente calar a boca. Queria viver um grande amor. Queria roubar um beijo e ter um beijo roubado. Eu sonho também com a paz no mundo. Desejo que as pessoas olhem nos meus olhos e sejam, então sinceras. Seria tão bom se as músicas de Lennon deixassem de ser somente letras e tornassem atos concretos. Sonho também que as ideologias não sejam mais utópicas, e quero que as utopias se convertam em ações.

E esses são meus sonhos! Para tantos podem parecer bobos, porém eu simplesmente não me importo. Eles são meus e é por eles que eu vivo, porque ainda hei de realizá-los! E é essa busca que torna realidade meu maior sonho: SER FELIZ!

domingo, 29 de agosto de 2010

Bela Horrível IV



A filha foi morar com o banana do pai. E sobre mim abateram tempos difíceis. Eu não entendia o porquê todos os "amigos" se afastarem. Eu não era mais convidada para os desfiles e os amantes me ignoravam. Implorei para que Ela voltasse, e podia até trazer o filho, contanto que o menino não me chamasse de vovó. Ela me disse que o bebê não me chamaria de vovó, simplesmente porque eu não era avó dele.

A partir daí, eu perdi tudo que julgava mais precioso: a casa e os empregados, o carro e o motorista, as capas e a fama. E por fim, o mais valioso, o bem que me deu tudo e me deixou com nada: a beleza. Sempre tive medo do tempo, e ele tão falaz e sorrateiro me tirou a beleza. Não que eu tivesse a idade avançada, mas também já não conseguiria fisgar outro bobo rico que pagasse as contas. Meus pais já tinham morrido, eu nem percebi. Meu irmão era um egoísta. E eu uma abandonada!

Entrei em depressão. Descobri que tinha um tumor na mama direita. Conto apenas com um deficitário sistema de saúde pública. E hoje escrevo da cama de um hospital fétido e inchado de pobres. Entendo que chega o meu fim. Meus cabelos já não tenho, os seios roliços murcharam, as pernas já não obedecem. Como pouco, falo pouco, não recebo visitas. Sei que serei enterrada como indigente. Entretanto não culpo ninguém, além de mim.

Hoje,logo pela manhã conheci uma pessoa. O ser humano mais feio e triste que já vi. Olhos sem brilho, boca deformda, a pele cansada. Foi a última vez que me olhei no espelho. Depois, desfaleci...

FIM

Bela Horrível III


A ideia dos filhos realmente me abominava, mas era eles ou nada. Acabei cedendo, não sem antes estabelecer algumas condições. Ele deveria me pagar quantas lipos eu precisasse ou quisesse, Ele teria que encontrar alguém para amamentar a criança (peito que criança mama, nem silicone dá jeito!) e de forma alguma eu abriria dos meus eventos sociais, tampouco acordaria a noite para atender choro de bebê. Ele concordou com tudo.

Enfim, engravidei e depois de terríveis 9 meses minha filha nasceu. Foi uma experiencia única e eu adorei. Principalmente quando tantos famosos iam me visitar, levavam presentes e ainda pude sair em várias capas. Não digo que minha filha era de todo feia, até que crescia bem bonita, porém eu sempre exigia mais. Confesso que nunca olhei se Ela havia feito dever de casa, mas era imperdoavel que Ela saíssem sem ao menos um pouco de maquiagem. Eu a atormentava para que ela se produzisse mais, emagrecesse por mais magra que estivesse.

Meu casamento, que já não andava ás mil maravilhas, desandou de vez. Ele me acusava de não cuidar da sua filhinha, de só pensar em futilidades e de não amá-lo como Ele merecia. Eu retruquei que se a filha dele era uma fraca a culpa era dele, que beleza, compras e fama são mais que essenciais e que se Ele não era capaz de atrair uma mulher, o problema era dele. Nos separamos. A filha ficaria comigo e uma boa pensão também.

A separação me rejuvenesceu. Tive vários amantes, viajei pelos maiores pólos da moda, sentei nas primeiras filas. Um inesperado dia, quando fiz uma escala em casa, uma moça que se dizia minha filha, então com 16 anos, o corpo todo desenhado e furado me conta que estava grávida. Eu a olhei de cima a baixo, disse que engravidar de gente pobre é totalmente démodé e a expulsei de casa. Eu só não contava que junto com Ela iria também a boa pensão.

CONTINUA...

sábado, 21 de agosto de 2010

Bela Horrível II


Em um mundo onde tudo é beleza, encontrei outras tao belas quanto eu. Porém eu tinha algo que faltava a muitas: ambição. Comecei a evoluir na carreira. Participava de inúmeros desfiles e badalava em todas as festas.

Para ter os meus momentos de fama nunca tive pudores. Dormia com homens, mulheres e, as vezes, todos juntos. Foi então que Ele apareceu. Me lembro como se fosse hoje. Ele estava sentado na primeira fila do desfile mais esperado da SPFW. Confesso que nem o havia notado, mas Ele não tirava os olhos de mim. O esnobei o quanto pude ate descobrir que Ele era o filho unico do dono de uma das maiores revistas de moda do país, com filias no exterior. Saimos muitas vezes. Confesso que nao me interessei muito por Ele, entretanto quando me pediu em casamento não pensei meia vez.

Nos casamos. No início era tudo um sonho. Saíamos e assim como meus pais, Ele adorava me exibir. Tudo começa a desandar quando Ele me pede o primeiro filho. Eu dizia que não queria estragar o meu corpo e Ele disse que se não tivessemos filhoS Ele se separaria e isso eu não iria permitir!

CONTINUA...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Bela Horrível


Aos 3 anos eu conheci a pessoa mais linda do mundo! Não, eu não a encontrei na seção "Colírios da Capricho", tampouco nos folhetins do horário nobre. Eu a vi quando me lembro de ganhar o primeiro espelho. Sou narcisista sim, ou pelo menos era. Mas não para de ler aqui. Continue e vera o meu fim!

Não era só eu que me achava linda. Era uma opiniao unanime, quase um senso comum. Quando criança usei da beleza para que meus coleguinhas me dessem balas, pirulitos. E a medida que crescia os mimos também melhoravam. Nunca soube o preço do sorvete, do cinema nem da conta no bistrô. Meus pais se orgulhavam e amavam quando saíamos juntos e seus amigos me elogiavam. Já os amigos do meu irmão adoravam passar a tarde lá em casa, quase nunca por causa dele. Nunca tive muitas amigas e hoje entendo porquê.

Aos 16 anos fui descoberta por uma agência de modelos. Foi uma felicidade total. Foi também o primeiro dia do resto da minha vida...

CONTINUA...